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A Palavra Eterniza a Era da Imagem

Coluna Expressão e Impressão. Por Cesar Santos (Mike)
“Vozes, veludosas vozes…” voava o poeta Camões e no tilintar do pensamento, lembro com refexiva alegria que Jung advertiu: “…à soma de quantos zeros se queira, nunca, obter-se-á a unidade”. É isso mesmo, tem coisas que, embora ungidas com elo do tempo, tendo o nozinho na garganta de alguma coisa que amamos, não podemos supervalorizar uma e aniquilar outra; muitas têm valores infinitos, individuais, mas que é determinada, a caminhada conjunta. Nosso Hino: lindo de amor cívico, porém desatualizado e, em tese, nenhuma criança entende suas palavras, seus significados e, acabam executando-o na decoreba, sem sonhar com o que liricamente, ele quer dizer… Mas vai tentar mexer!!

Quando o Verbo Divino balbuciou: “Haja luz!”, formou-se a imagem das imagens, casando em harmoniosa ligação, a energia exuberante da palavra, com a mais indescritível visão e sem nenhuma pilhéria, o filho desta doce imagem, é o nosso mundão! De lá para cá, vemos a predominância sempre da palavra, no paradoxo material do livro e da televisão; no primeiro as palavras formam a imagem e na segunda, as imagens formam a palavrinha, muitas palavras e até palavrão; o que seria do homem, se houvesse só imagens, sem nenhuma descrição? O presente de um menino para sua mãezinha, parece que só tem valor para ela, se num papelzinho, tiver uma ou umas palavrinhas, mesmo que o ofertado, tenha um valor incalculável, mas que não pode ficar de lado, o amor soletrado e só a materialidade do presenteado.  

A segunda sacada de multiplicidade de imagens, se situa na Dona Internet mas, Mr. Gates, procurou saber cada grafia e hoje temos mais de 1 milhão de fontes e alguns afirmam, mais de 1 Bilhão de caracteres. Qual palavra ou palavras descreveriam tão bem um ou uma hermafrodita e qual imagem nos mostraria tal dado, sem as famosas palavrinhas? A rede mundial, saciou a curiosidade de muitos mas, jamais aboliu a palavra. 
Ainda bem que os Sumérios, deixaram a escrita como um presentão, onde podemos transmitir escrevendo, palavras, imagens e muita ilusão.. “Não chegarão aos ouvidos do Eterno, palavras sem sentimento” , é um alerta, um esclarecimento do Mestre Shakespeare, da imagem que se forma, ao usarmos palavras, em dados momentos. Ainda focando palavras, impossível negar o prisma em que se situa a imagem nos dias de hoje, sua importância e seu destaque; sofisticado ou comum, simples ou teratológico, mas ela dorme e acorda com a gente, contudo, nos nossos mecanismos de consciência, no mais longínquo rincão dos registros mentais que são utilizados, simples e pueril, é entender que a palavra, se projeta no gatilho que dispara o tiro do exercício de nossa memória, volvendo um arquivo de nossa estória, trazendo o pensamento, imagens e sentimentos. Independênciaou morte”, mudou toda uma sorte, gerando anseios e projetos, lembranças etelas magníficas; é a realeza da palavra, criando belíssimas imagens. Como narede mundial cognominada Net, o volume de imagens, só perde para opensamento, como fonte geradora de imagens; até o Bill Gates precisa da palavrae em situação ambígua ou diferenciada;  lá estou eu dando minhas aulinhas, com poucaou muita imagem, mas nunca com a falta da palavra, nunca ! Duramente, podem sermenos vistosas que as imagens, mas as palavras, não podem ser simplesmentesubstituídas, esquecidas ou arquivadas.. Experimentem um livro só de gravuras,falta alguma coisa e muitos livros, existem e coexistem, anos e anos, séculos eséculos, sem uma imagem, sem uma gravura, reparem!

Verba volant,scripta manent”, as palavras voam, os escritos ficam. Urge que melhoremos,a palavra escrita: divulgando-a, ensinando-a, resgatando-a, florescendo-a;alimentando, o lado nobre da alma que nos acalma e nos passa a ternura demeditar a doce função da palavra escrita, recurso aceito e empregado, até pornosso Criador. Vamos defender as teses, todas as redações, todos os registrosliterários, todos os livros, livretos e até manuais, concursos e premiações,Palestras, Debates a doce e velha Oratória, refletindo com toda isenção, que aimagem por si só, se espraia em uma ideia já pronta… Embarcando na carona doadágio popular, ‘graças a Deus’, já folheamos o Pedrinho e a Emília, queMonteiro Lobato ainda nos faz sonhar; foi com a palavra e a grafia, que tantasvezes ficamos a vislumbrar, uma realidade maciça a eternizar, que a palavraescrita, nunca perderá o seu lugar! 

Há uma lenda de queum dia, na Internet, um rapaz e uma moça, do interior, compraram umaenciclopédia de 25 Volumes, que descrevia com pormenores, todo o desenrrolar davida sexual, já que desconheciam como isso acontecia, não tinham ninguém praconfidenciar, trocar idéias, nem pra praticar e cada um, no cantinho do mundoque estavam fincadas suas cidades, iam se inteirando dia-a-dia, liam tim portim e ao longo de 3 meses, resolveram ver se achavam alguém num site derelacionamentos, pra namorarem e colocarem na prática, o que estavam comonóveis ‘catedráticos’. Pelos anúncios ninguém acredita que eram virgens eaquele conhecimento todo de só leitura, parecia ‘pegadinha’ mas, até que secruzaram, só eles atendiam as necessidades e pressupostos que cada umprocurava, tinham imagens na cabeça de tanta coisa que nem os pobres mortaistinham e pensaram que iam ‘arrebentar’, no primeiro encontro. Chegou finalmenteo tal dia, nutriam até mesmo sentimentos voltados ao carinho, não queriamadmitir, mas se amavam. O primeiro encontro foi num restaurante, todo especial,luz de velas, 3 horas de papo sobre sexo aprendido e lido, no início comacentuada timidez, mas depois foram se soltando, meio embaraçados, toparam irpra um cantinho onde só haviam eles, cada um foi maquinando o que tinham lido,relido, guardado, imaginado, meia-luz, lençóis de cetim quase seda,travesseiros soltos e, não sabiam dar a ‘partida’…
Quer outro exemplo?Telefonia celular. Que mágico, de forma portátil, ligo para fora do país, dápra saber tudo on line, você escuta diretamente da fonte interessada,alguns aparelhinhos você vê a imagem de quem está falando, coisa que era umaficção nos nossos tempos de criança, enfim encerra toda necessidade até mesmode ver a pessoa que queremos falar, só de ouvi-la, vê-la, é supérfluo e não vaiimpedir a necessidade de se comunicar mas, a inquieta da Humanidade, entupindoos bolsos dos provedores, inventa as ‘mensagens’, inventa outro português eisso a prejudica na hora dos Concursos e ‘tá’ lá as ditas palavrinhas; querdizer, você não vive sem elas, mesmo com algumas aberrações como ‘axo’, ‘vc’,‘mlq’ (moleque) e outros fenômenos que só a linguística, explica…
Reparem que o mundo hoje depende do que está escrito,precisa do que encontrou escrito, nem tudo é imagem não; agradece o que encontrarescrito; tem muito chato que nem lê seus textos, mas quer por que quer,fontes… Esperamos contar no futuro, com tudo que vamos necessitar, precisamenteescrito e é como nas investigações, imagens você tem de sobra, mas sempre seránecessário o  laudo técnico.
A melhor imagem é a que fica, mas a palavraeterniza, essa imagem bonita!

Cezar Santos  .::::. Mike

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4 Respostas á "A Palavra Eterniza a Era da Imagem"

  1. RUDYNALVA disse:

    Mike!
    Que estilo, hein? Parabéns!
    Inspiradíssimo e verdadeiro, concordo com sua avaliação e adorei a forma como escreve seus texos.
    cheirinhos
    Rudy

  2. Ceas disse:

    Obrigado Rudy !
    Bom que você gosta.
    Te prepara pro próximo, esse, vai mexer com algo que é polêmica e varia a forma de ver de cada um.. principalmente das mulheres.
    Acho engraçado o 'cheirinhos' , mas devolvo outros com muito carinho. (Vc é da Bahia ?)
    Mike

  3. RUDYNALVA disse:

    Oi Mike!
    Sou pernambucana, morando em João Pessoa/PB…kkkk
    É que acho 'cheirinhos' uma forma tão doce de demonstrar carinho e essa é minha forma.
    Hummmmmm! Já estou aqui na expectativa do próxima. Adoro polêmica!
    cheirinhos
    Rudy

  4. Eliete disse:

    Olá, Mike! ” Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Digo, que a palavra, por si só, são todas as imagens que existem e que podemos imaginar. ” Adorei seu blog! Bjs

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